Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Romeu Zema ao g1 e à GloboNews

  • 06/08/2026
(Foto: Reprodução)
Natuza Nery, Andréia Sadi e Romeu Zema (Novo) Globo/João Cotta O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, foi entrevistado pelo g1 e pela GloboNews nesta quinta-feira (6). Conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery nos novos estúdios da GloboNews, no Rio, a entrevista faz parte de uma série realizada com os presidenciáveis. Foram convidados os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada em 24 de julho. Um sorteio no dia 27 de julho, com a participação de representantes das campanhas, definiu a seguinte ordem: terça-feira (4) - Lula (PT) – a assessoria do presidente informou que ele não compareceria quarta-feira (5) - Renan Santos (Missão) – leia a checagem quinta-feira (6) - Romeu Zema (Novo) sexta-feira (7) - Ronaldo Caiado (PSD) – confirmou presença segunda-feira (10) - Flávio Bolsonaro (PL) – não havia confirmado presença até a última atualização desta reportagem A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Romeu Zema. Leia: "Eu, como governador, fiz um governo de sete anos e meio sem nenhum escândalo, sem nenhuma corrupção." g1 A declaração é #FAKE. Veja por quê: Em 2025, a Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) revelou um esquema bilionário de corrupção na mineração em Minas Gerais e atingiu diretamente o alto escalão do governo Zema. Pelo menos quatro dirigentes de órgãos ambientais e de patrimônio foram exonerados ou afastados dos cargos após serem citados nas investigações. O inquérito aponta que o grupo criminoso — formado por empresários, delegados e políticos — subornava servidores públicos para obter licenças ambientais que permitiam a exploração e o manuseio do minério de ferro em diferentes regiões do estado, algumas delas próximas de unidades de preservação ambiental. Entre os alvos do esquema, estavam funcionários da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais. “Como você disse muito bem, em Minas Gerais, nós saímos de um déficit para um superávit, o que era negativo em 2018, menos R$ 11 bilhões, em 2024 se transformou em R$ 5 bilhões positivos." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: No Balanço Geral do Estado, divulgado no final de 2018 pela Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG), referente ao exercício daquele ano, o déficit orçamentário (despesa superior à arrecadação) foi de aproximadamente R$ 11,4 bilhões. Em 2024, o resultado registrou um saldo positivo de R$ 5,1 bilhões, impulsionado por receitas extraordinárias obtidas com os acordos de Mariana e Brumadinho. Ao fim de 2025, o SEF-MG apontou um superávit de R$ 1,1 bilhão. No entanto, para o fim de 2026, a pasta projeta o retorno de um déficit de R$ 5 bilhões. "Está aí o Banco Master. Quem é que teve envolvimento com o Banco Master? Só entes públicos, o BRB [Banco de Brasília], quem mais? Os fundos de pensões públicos. Não se viu banco privado nem fundo de pensão privado envolvido. Nós estamos num momento diferente." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Embora as investigações não mencionem o envolvimento de bancos privados nem de fundos de pensão privados no esquema de fraudes do Banco Master, empresas privadas aparecem nas apurações. Uma delas é a Reag Investimentos. Segundo a Polícia Federal (PF), fundos administrados pela gestora teriam sido usados em operações para inflar o patrimônio do Banco Master e ocultar a participação acionária de Daniel Vorcaro no BRB. Fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur é investigado por supostas operações envolvendo fundos. As defesas negam irregularidades. Outra empresa privada que aparece no caso é a produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme "Dark horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mensagens e áudios revelados pelo Intercept Brasil em maio mostram o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar a produção. O ex-banqueiro se comprometeu a repassar R$ 134 milhões e chegou a desembolsar cerca de R$ 61 milhões, segundo o Intercept. Inicialmente, a Go UP Entertainment negou ter recebido qualquer recurso de Vorcaro ou do Banco Master. Depois, a dona da produtora, a empresária Karina Ferreira, apresentou um laudo afirmando que os R$ 75 milhões gastos na produção vieram integralmente do fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro. Investigações apontam que esse mesmo fundo havia recebido os R$ 61 milhões enviados por Vorcaro. Nesta quarta-feira (5), a Agência Nacional de Cinema (Ancine) abriu um processo contra a Go Up por irregularidade na gravação do longa. "Quando eu assumi em 2019, 1º de janeiro, eu assumi um estado que era uma verdadeira massa falida. 240.000 servidores públicos com nome sujo no SPC e Serasa, porque o governo do [ex-governador Fernando] Pimentel, do PT descontou desses servidores o empréstimo consignado e não fez os repasses aos bancos." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em maio de 2020, a Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o ex-governador Fermando Pimentel (PT), antecessor de Zema, por crime de peculato (subtração ou desvio de dinheiro público) em um suposto desvio de R$ 855 milhões de recursos de empréstimos consignados de servidores estaduais. As investigações apontaram que o governo retinha o dinheiro devido a instituições financeiras privadas, pelos empréstimos consignados, para o pagamento de despesas do estado. Segundo a Polícia Civil, cerca de 260 mil servidores foram afetados. Eles haviam feito empréstimos e tinham as parcelas descontadas nos salários, mas os valores não eram repassados pelo Executivo aos bancos. Os nomes de muitos trabalhadores foram inscritos em cadastros de inadimplentes. O ex-secretário de estado da Fazenda também foi indiciado. De acordo com o delegado responsável pelo caso, as investigações não comprovaram envolvimento de Pimentel. Mas o ex-secretário da Fazenda e o ex-secretário do Tesouro Estadual foram indiciados. Os dois foram considerados suspeitos por desviar dinheiro em empréstimos consignados feitos por servidores e pensionistas do estado entre 2017 e 2018. Em maio de 2021, o Ministério Público de Minas Gerais entrou na Justiça com uma ação civil pública contra Pimentel, três secretários e um subsecretário da mesma administração por improbidade administrativa. O MPMG alegava que, a mando de Pimentel, os executivos do alto escalão do governo desviaram mais de R$ 6 bilhões em arrecadação de IPVA e ICMS que deveriam ter sido repassados a municípios. "Eu não tenho ninguém do meu partido sendo investigado." g1 A declaração é #FAKE. Veja por quê: Em 30 de abril, o deputado estadual Elizeu Nascimento, do Novo de Mato Grosso, foi alvo de busca e apreensão na Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária do Ministério Público estadual (Naco). A investigação apura o direcionamento irregular e o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares para entidades privadas ligadas a agentes políticos. Segundo o Naco, foram apreendidos R$ 150 mil na residência de Elizeu e R$ 50 mil no imóvel de seu irmão, o vereador Cezinha Nascimento (União Brasil), totalizando R$ 200 mil. A Justiça autorizou ainda a quebra de sigilos bancário e fiscal, a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores dos envolvidos. A defesa de Elizeu afirmou ao g1 que ele colaborou com as diligências e aguardava acesso aos autos, que tramitavam sob sigilo. Além disso, o ex-ministro do Meio Ambiente e candidato ao Senado por São Paulo Ricardo Salles (Novo) responde no Supremo Tribunal Federal (STF) à Ação Penal 2.705, originada da Petição 8.975 e de investigação da Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais. O caso segue aberto na Corte, está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes e aguarda julgamento. A investigação contra Salles foi aberta após a repercussão da reunião ministerial de 22 de abril de 2020, na qual ele sugeriu que o governo aproveitasse a pandemia da Covid-19 para "passar a boiada" e flexibilizar normas ambientais. A notícia-crime foi apresentada por parlamentares, com base nesse episódio e em indícios posteriores relacionados a facilitação de contrabando de produtos florestais envolvendo servidores do Ministério do Meio Ambiente. O caso chegou a ser arquivado em 2020, mas foi reaberto após a PF apontar novas provas e suspeitas de um esquema envolvendo agentes públicos e empresas madeireiras. "E tenho também o meu governo no estado onde eu nasci, que criou mais de 1 milhão de empregos e tem uma situação econômica hoje muito melhor do que aquela de oito anos atrás, quando eu assumi." Selo Fato (Horizontal) g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em 2018, ano anterior ao início do primeiro mandato de Zema como governador de Minas Gerais, a taxa de desemprego no estado foi de 10,8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já no primeiro trimestre de 2026, a taxa de desocupação ficou em 5%, também de acordo com a Pnad. Portanto, o índice baixou 5,7 pontos entre 2018 e o início deste ano. O Censo de 2022 do IBGE apontou que o estado de Minas Gerais tem 16.627.121 pessoas com 15 anos ou mais. A taxa de desemprego é calculada com base na população com 14 anos ou mais. Ou seja, 5,7% deste montante representaria 947.745. "No meu primeiro mês como governador, nós tivemos o rompimento da barragem de Brumadinho. Aí nós mudamos tudo, absolutamente tudo. Tornamos os critérios muito mais seguros, tanto é que esse evento completou agora sete anos e nós não tivemos nada nesse período. Das 54 barragens que ofereciam risco ao Estado de Minas, 18 já não existem mais, foram descomissionadas. Nas demais, o material está sendo retirado." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A barragem B-I da mina Córrego do Feijão rompeu em 25 de janeiro de 2019, primeiro mês da gestão Zema. Em 25 de fevereiro de 2019, Minas sancionou a Lei nº 23.291, conhecida como Mar de Lama Nunca Mais, que instituiu a Política Estadual de Segurança de Barragens. A regra proibiu novas barragens construídas pelo método de alteamento a montante; determinou a descaracterização das estruturas existentes; priorizou prevenção, fiscalização e monitoramento; aumentou as exigências para licenciamento; atribuiu ao empreendedor a responsabilidade pela segurança; e determinou cadastro e classificação das estruturas segundo o dano potencial. A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) também passou a exigir relatórios semestrais de inspeção e declarações atualizadas de estabilidade para barragens cadastradas no Estado, independentemente do potencial de dano ambiental. Mas parte das normas de segurança contidas na nova Lei já existia antes de Brumadinho. A Política Nacional de Segurança de Barragens, por exemplo, foi criada em 2010, e Minas Gerais já realizava um programa estadual de gestão e fiscalização antes da lei de 2019. Além disso, o número de 18 barragens está desatualizado. De acordo com o painel do Ministério Público de Minas Gerais, atualizado em 23 de julho de 2026, 23 estruturas já foram descaracterizadas e 30 seguem em processo de descaracterização. Não há registro de outro rompimento de barragem de mineração em Minas com as dimensões humanas e ambientais de Brumadinho entre janeiro de 2019 e agosto de 2026. No entanto, o estado permanece com barragens classificadas em níveis de emergência, comunidades evacuadas e estruturas que exigem monitoramento especial. "Tenho, inclusive, respondido um processo do intocável Gilmar Mendes, que se sentiu caluniado." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Zema é alvo de um processo classificado como crime de calúnia, que tramita em segredo de justiça no Superior Tribunal de Justiça (STJ), após ser acusado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. O candidato à Presidência foi intimado pela Justiça Federal em 1º de junho deste ano. O caso diz respeito a um vídeo postado por Zema no Instagram em 5 de março. Na publicação, os Gilmar Mendes e Dias Toffoli, também do STF, foram retratados de forma irônica por meio de fantoches, em um conteúdo que trata do Banco Master. Em 20 de abril, Gilmar Mendes pediu que Zema fosse incluído no inquérito das Fake News. Mas em 15 de maio, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, repassou o caso ao STJ, afirmando que aquele seria o foro adequado, já que o suposto crime teria sido cometido no exercício do mandato de governador. "60 milhões de brasileiros não moram no Brasil, moram em áreas controladas pelo PCC, pelo Comando Vermelho e outras facções." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Pesquisa contratada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Datafolha publicada em maio deste ano estima que 68 milhões de brasileiros percebem a presença de grupos criminosos envolvidos com o tráfico de drogas ou milícias no seu bairro de moradia, o equivalente a 41% da população. Destes, quase metade classifica essa atuação como "visível" ou "muito visível". No entanto, 12% dos entrevistados disseram ter sido compelidos a contratar serviços oferecidos pelos criminosos. A diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Samira Bueno afirmou em entrevista a "O Globo" que essa pode ser interpretada como uma "notícia positiva" do levantamento, em termos de incidência, pois essa "nova camada, ainda mais cruel de exploração da população nesses territórios, ainda parece restrita a algumas localidades". Em 2025, o Datafolha publicou estudo também encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no qual indicou que ao menos 28,5 milhões de pessoas convivem com o crime organizado no bairro onde vivem. Já o estudo "Governança criminal na América Latina: prevalência e correlações", realizo pela universidade britânica Cambridge e publicado em agosto do ano passado, apontou que entre 50,6 milhões e 61,6 milhões de pessoas vivem em locais com regras imposta por facções criminosas. "Hoje, lá em Minas, a coronel do Corpo de Bombeiros, a coronel da Polícia Militar e a delegada geral da Polícia Civil são mulheres. Nenhum outro estado do Brasil tem isso hoje." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Os cargos de comando do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Civil de Minas Gerais são ocupados por mulheres. As instituições são atualmente lideradas, respectivamente, pela coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan, pela coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues e pela delegada-geral Letícia Baptista Gamboge Reis. O Fato ou Fake consultou os comandos de cada uma delas nos 26 estados e no Distrito Federal, com base nas informações disponíveis em sites oficiais dos governos, e confirmou que nenhum outro ente federativo tem mulheres ocupando esses três cargos de comando. "Foi no meu governo que nós aplicamos a maior multa ambiental da história. Quando teve a tragédia de Mariana no governo do PT, não aplicaram nada. Quando teve a de Brumadinho, nós aplicamos uma multa tão bem aplicada, que a de Mariana foi refeita lá para cima." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Semad) aplicou à Samarco, em 18 de novembro de 2015, uma primeira multa de R$ 112 milhões pela poluição e degradação ambiental em Mariana. À época, a própria Semad informou que outras penalidades seriam aplicadas conforme os danos fossem identificados. Posteriormente, a Semad lavrou 31 autos de infração contra a Samarco. Após recursos da empresa, cinco foram anulados. Entre os autos válidos, havia uma multa atualizada para R$ 127,6 milhões e outra de R$ 180 milhões, relacionada à mortandade de peixes na bacia do Rio Doce. Em janeiro de 2019, os valores ainda devidos à Semad somavam R$ 264 milhões. Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou, poucos dias depois do rompimento, cinco multas que totalizavam R$ 250 milhões. A multa inicial de Brumadinho não superou a primeira multa estadual de Mariana, como alegou Zema. Depois de Brumadinho, a Semad aplicou inicialmente uma multa de aproximadamente R$ 99 milhões à Vale, e o Ibama aplicou outra de R$ 250 milhões. A sanção estadual inicial de Mariana, porém, havia sido de R$ 112 milhões. Em entrevista à Rádio JB FM, em maio deste ano, o candidato citou o número de R$ 37 bilhões como a "maior multa ambiental da história". Mas esse montante não se refere à multa – e sim ao valor global do Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho, assinado em 4 de fevereiro de 2021 pela Vale com o Governo de Minas; o Ministério Público de Minas Gerais; o Ministério Público Federal; e Defensoria Pública de Minas Gerais. Ou seja, não se trata de uma multa, e o acordo não foi aplicado exclusivamente pelo governo de Minas Gerais. O Executivo estadual classificou o instrumento, à época, como o maior acordo em valor da história do Brasil, o que é diferente de afirmar que se trata da "maior multa da história". Aspectos da atuação e do acordo de Brumadinho de fato serviram de parâmetro para a repactuação de Mariana, assinada em 2024 por R$ 170 bilhões. Contudo, o documento trata de reparação e compensação, não de aumento retroativo da multa ambiental. Participaram da checagem: Clara Gomes Simão, Danilo Perello, Hadass Leventhal, Jean Roque, Jerusa Campani, Jorge Fofano, Lorena Fraga, Mel Trench, Roney Domingos e Vinícius Lucena. VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

FONTE: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/noticia/2026/08/06/veja-o-que-e-fato-e-o-que-e-fake-na-entrevista-de-romeu-zema-ao-g1-e-a-globonews.ghtml


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