Unifap preserva acervo histórico da Icomi com mais de 50 anos de documentos

  • 14/06/2026
(Foto: Reprodução)
Unifap tem centro de preservação com diversos documentos da Icomi O Centro de Memórias da Universidade Federal do Amapá (Unifap) guarda mais de 50 anos de documentos da Icomi, empresa que explorou manganês em Serra do Navio. O material mostra como a mineradora marcou a economia e a vida social do Estado. Os documentos foram doados e transportados em 12 caminhões. A quantidade equivale a cerca de 2 quilômetros de registros empilhados. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Antes, o acervo estava na Vila Amazonas, em Santana, bairro criado pela Icomi para abrigar trabalhadores. Entre os papéis há prontuários médicos de hospitais da Vila Amazonas e Serra do Navio, registros contábeis e fichas de funcionários. O acervo reúne dados desde os primeiros trabalhadores até os últimos contratados. Segundo o pesquisador Antônio Neto, o objetivo é dar utilidade pública aos documentos. Em um caso, os arquivos ajudaram um ex-funcionário a conseguir aposentadoria. “Um dos motivos para essa massa documental ser guardada é a sua potencialidade na garantia de direitos. Um exemplo foi o caso de um senhor que trabalhou na empresa e ainda faltavam alguns anos para se aposentar. Com as informações, ele chegou até nós, apresentou a demanda e, junto a um colega que havia trabalhado no arquivo da empresa na época, conseguiu localizar o documento e garantir a aposentadoria”, explicou. LEIA MAIS: Mutirão oferece serviços gratuitos para idosos em Macapá nesta segunda-feira (15); veja lista Veja como fazer a autenticação do certificado do ensino médio no Amapá Arquivos dos mais de 50 anos de atuação da Icomi Michele Ferreira/Rede Amazônica No Centro, bolsistas e pesquisadores limpam, organizam e descrevem os documentos. As caixas são trocadas para preservar o material, e os profissionais usam equipamentos de proteção. Para Alexandre Amaral, responsável pelo Centro, os documentos mostram a vida social e política do Amapá. Eles ajudam a entender acontecimentos que marcaram épocas e influenciaram a sociedade. “Aquilo que muitos chamam de arquivo morto, para nós é uma massa documental muito viva. Ela não apenas conta a nossa história, mas mostra de onde viemos e para onde queremos seguir a partir da pesquisa”, disse Amaral. O Centro de Memórias funciona no último andar da biblioteca central da Unifap e tem apoio de órgãos públicos e privados. Viu isso? Pesquisadores da Unifap catalogam processos judiciais centenários no Amapá Memórias Reveladas: a salvaguarda da história jurídica e cultural do estado do Amapá Rede Amazônica/Reprodução Icomi e a mineração As jazidas foram descobertas em 1945. A exploração começou em 1957, em parceria com a norte-americana Bethlehem Steel. O acordo previa 51% de capital brasileiro e 49% estrangeiro. A empresa criou uma estrutura completa: mina a céu aberto, ferrovia de 194 quilômetros, Porto de Santana e vilas operárias como Serra do Navio e Vila Amazonas. Entre 1957 e 1998, foi o maior projeto mineral da Amazônia. Houve impactos ambientais, como desmatamento e mudanças na água, mas em áreas específicas. Arquivos dos mais de 50 anos de atuação da Icomi Michele Ferreira/Rede Amazônica Minério, manganês, estocado, Amapá, Serra do Navio, Icomi Fabiana Figueiredo/Arquivo g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/06/14/unifap-preserva-acervo-historico-da-icomi-com-mais-de-50-anos-de-documentos.ghtml


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