Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, é alvo de operação da PF por suspeita de desvio de dinheiro dos fundos partidário e eleitoral
11/08/2026
(Foto: Reprodução) Presidente do PCO, Rui Costa, candidato à Presidência, é alvo de operação por desvio de dinheiro dos fundos partidário e eleitoral
O presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, candidato à Presidência da República, foi alvo de uma operação da Polícia Federal. A suspeita é de desvio de dinheiro dos fundos partidário e eleitoral.
A operação foi autorizada pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal. Segundo as investigações, os indícios de irregularidade surgiram após análise de prestações de contas do partido. A PF fez buscas em quatro endereços ligados ao PCO, em São Paulo.
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O presidente do partido, Rui Costa Pimenta, foi afastado das atividades administrativas do PCO por seis meses. Ele não está proibido de concorrer nas eleições. O filho dele, João Pimenta, responsável pela comunicação do partido, também foi alvo da operação.
A Polícia Federal batizou a operação de "Causa Própria". A suspeita é de que recursos dos fundos partidário e eleitoral, destinados ao PCO, tenham sido repassados pelos dirigentes a pessoas ligadas a integrantes do partido e empresas gráficas que, segundo a investigação, não tinham capacidade operacional para prestar serviços compatíveis com os valores recebidos.
Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, é alvo de operação da PF por suspeita de desvio de dinheiro dos fundos partidário e eleitoral
Jornal Nacional/ Reprodução
Tanto o fundo partidário - usado para custear despesas das legendas - quanto o fundo eleitoral - criado para financiar campanhas polícias - são compostos principalmente por dinheiro público. A lei prevê que todos os partidos - mesmo aqueles sem representação no Congresso, como o PCO - têm direito a cotas dos dois fundos.
Rui Costa Pimenta negou irregularidades:
“A intenção é nos prejudicar, inclusive eleitoralmente. A acusação parece que se baseia na seguinte questão que os juízes acharam muito estranho: que essas empresas são empresas dirigidas por militantes do PCO. Só que ocorre o seguinte: o juiz pode achar estranho, mas não é ilegal. Não é ilegal. Ninguém disse em lugar nenhum do mundo, não está na lei eleitoral, não está no regulamento do TSE que você é obrigado a contratar empresas de pessoas que não têm vinculação partidária”.
Na operação, a Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 4,5 milhões dos investigados.
João Pimenta se declarou surpreso e disse que não teve remuneração do partido nem pertence ao quadro de nenhuma das empresas contratadas.
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