Mãe denunciada por estupro no interior de SP dopava filha de 3 anos com brigadeiro de maconha, diz MP
22/02/2026
(Foto: Reprodução) Mãe denunciada por estupro em Ribeirão dopava filha de 3 anos com brigadeiro de maconha
Investigações do Ministério Público apontam que a atendente Leiliane Vitória Oliva Coelho dopava a filha, de 3 anos, com brigadeiro de maconha para abusar sexualmente da criança.
Os crimes eram cometidos juntamente com o marido, Andrey Gabriel Zancarli, padrasto da menina. O casal é pai de um bebê de 5 meses.
Os dois estão presos desde dezembro do ano passado, quando o caso veio à tona, e são investigados por estupro de vulnerável.
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Leiliane e Andrey confessaram os crimes em depoimento à polícia e ainda disseram que gravavam vídeos com cenas sexuais envolvendo a criança para satisfazer fantasias deles. O g1 não conseguiu localizar a defesa do casal até a última atualização desta reportagem.
🔎 Estupro de vulnerável é ter conjunção carnal ou praticar qualquer outro ato libidinoso (com o objetivo de satisfazer desejo sexual) com menores de 14 anos ou pessoas que não têm discernimento para consentir o ato - como no caso de vítimas com deficiência intelectual ou que estejam bêbadas. O crime está previsto no artigo 217-A do Código Penal.
Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, foi presa em Ribeirão Preto (SP) por suspeita de estuprar a filha de 3 anos.
Arquivo pessoal
Na quarta-feira (18), o MP apresentou a denúncia à Justiça. O casal deve responder por, pelo menos, seis crimes:
estupro de vulnerável
produção de pornografia infantil
divulgação de pornografia infantil
posse de pornografia infantil
aliciamento de criança
fornecimento de bebida alcoólica a menor
Somadas, as penas podem chegar a 80 anos de prisão. Na ação encaminhada ao Tribunal de Justiça, o MP argumenta que mãe e padrasto agiram com consciência e vontade.
Ao g1, o Tribunal de Justiça informou que o processo tramita em segredo e, por isso, não poderia informar se a Justiça já aceitou a denúncia.
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Em depoimento à Polícia Civil à época do crime, o casal negou ter cometido estupro, mas admitiu que gravou os vídeos, que estavam armazenados nos celulares dos dois.
A menina vive atualmente com o pai biológico e faz acompanhamento psicológico. Segundo ele, a filha tem dificuldade para dormir e sofre com pesadelos frequentes.
Casal foi preso suspeito de estuprar e filmar menina de 3 anos em Ribeirão Preto
Reprodução/EPTV
Mãe tinha fantasias sexuais com a filha
Na denúncia do Ministério Público apresentada à Justiça consta que Leiliane confirmou em depoimento à Polícia Civil que ficava excitada ao falar das fantasias sexuais dela para a filha de 3 anos.
Ela costumava filmar e fotografar cenas de sexo explícito da menina e armazenar o conteúdo no celular, além de compartilhar com Andrey.
Leiliane também admitiu que, em julho de 2025, quando estava grávida e insatisfeita com o corpo, gravou um vídeo dizendo que tinha o desejo de ver o marido com outra pessoa, no caso a própria filha.
Quando foi presa, em dezembro do ano passado, ela disse que não sabia porque tinha feito tudo isso e merecia qualquer coisa que viesse a acontecer.
Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, foi presa por suspeita de abuso sexual contra filha de 3 anos em Ribeirão Preto
Reprodução/EPTV
No depoimento de Andrey à Polícia Civil, que também consta na denúncia, ele disse que Leiliane sempre falou de assuntos de caráter sexual e fetichista em casa, com temas que envolviam a própria filha, mas nega que tenha tocado na criança.
Andrey também disse que Leiliane dopava a filha com brigadeiro recheado com maconha e que chegou a fazer sexo com a mulher enquanto ela estava em cima da criança.
Leiliane está presa na Penitenciária de Tremembé (SP) e Andrey está na Penitenciária de Serra Azul (SP).
Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli foi preso suspeito de estuprar enteada em Ribeirão Preto
Reprodução/EPTV
Amante denunciou caso à polícia
Os episódios de abuso sexual contra uma menina de 3 anos foram descobertos a partir da denúncia do amante de Leiliane.
Ele procurou a polícia para informar que mantinha um relacionamento de aproximadamente seis meses com Leiliane e, como tinha acesso ao celular dela, identificou conversas entre a mulher e o companheiro contendo vídeos que a mostravam molestando a filha, inclusive com referências à administração de substâncias para dopar a vítima.
Diante disso, o homem fez capturas de tela das conversas e apresentou todo o material para a Polícia Civil, que fez a prisão dos suspeitos na noite de 10 de dezembro.
O homem, que trabalhava com Leiliane, também disse à polícia que convivia bem com os dois filhos dela, a criança de 3 anos e um bebê de cinco meses. Mas observou, durante o tempo em que estiveram juntos, que a menina apresentava comportamento retraído, acordava assustada e pedindo para 'parar', situação que causava estranhamento.
Ele também contou à polícia que Andrey resistia em colocar a enteada na creche, afirmando que ele mesmo cuidaria dela.
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