Estudo identifica 115 espécies de aves em Teresina e destaca importância de áreas verdes

  • 03/06/2026
(Foto: Reprodução)
Gavião-carrapateiro Milvago chimachima. Cláudia Renata Madella-Auricchio/ UFPI Um estudo da Universidade Federal do Piauí (UFPI) identificou 115 espécies de aves em Teresina e apontou que áreas verdes são essenciais para a preservação desses animais. A pesquisa também indica que o avanço da urbanização tem reduzido a diversidade de aves na capital. O levantamento é inédito e analisou quais espécies vivem na cidade, onde estão concentradas e o que influencia a sobrevivência delas. O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da UFPI. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo o estudo, a maior diversidade de aves está em áreas com vegetação, como o Parque da Cidade, o Bioparque Zoobotânico e regiões próximas aos rios Parnaíba e Poty. Nesses locais, as aves encontram alimento, abrigo e condições para reprodução, principalmente as espécies mais sensíveis ao ambiente urbano. “Os dados demonstram que as áreas verdes fornecem alimento, abrigo e locais de reprodução para espécies nativas mais sensíveis ao processo de urbanização”, explicam os pesquisadores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre as aves que dependem dessas áreas estão o marreco, a garça-branca, o socózinho e o gavião-caramujeiro, comuns em regiões com água. Já espécies como o gavião-pega-macaco e o capitão-de-saíra-amarelo precisam de árvores de maior porte para sobreviver. Urbanização ameaça diversidade Apesar das 115 espécies registradas, o número é menor do que o encontrado em regiões mais preservadas do estado, como o Parque Nacional de Sete Cidades e o Parque Nacional da Serra da Capivara. Segundo os pesquisadores, o crescimento urbano está entre os principais fatores para essa redução. A expansão de áreas construídas, o asfaltamento, a poluição e o acúmulo de lixo comprometem o habitat das aves. A diminuição das áreas verdes e o aumento do barulho também dificultam a permanência de espécies que antes eram comuns na cidade. O estudo também destaca a importância do uso de plantas nativas na arborização urbana. “Um exemplo é o buriti (Mauritia flexuosa), uma palmeira essencial para a nidificação do andorinhão-do-buriti (Tachornis squamata), espécie que mantém uma relação ecológica estreita com essa planta”, afirmam. A pesquisa aponta ainda que a observação de aves pode contribuir para a preservação ambiental ao aproximar a população da natureza. “A observação de aves sensibiliza as pessoas para a importância da biodiversidade urbana e pode mobilizar a sociedade em ações voltadas à proteção das espécies”, destacam. Os pesquisadores defendem a manutenção dos parques urbanos e o uso de árvores nativas como medidas essenciais para evitar a redução das aves em Teresina. *Gabriely Corrêa, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

FONTE: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/06/03/estudo-ufpi-aves-teresina.ghtml


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