Dólar inicia o dia atento a negociações entre EUA-Irã e cenário eleitoral no Brasil
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (19) em alta, avançando 0,43% na abertura, cotado a R$ 5,0220. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ No exterior, os preços do petróleo recuam após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que suspendeu por dez dias um ataque planejado contra o Irã e dizer que há uma boa chance de um acordo nuclear com Teerã, enquanto negociações seguem em andamento.
🔎 Por volta das 9h28, o barril do petróleo Brent caía 1,42%, cotado a US$ 110,51. Já o WTI avançava 0,82%, a US$ 103,52.
▶️ No Brasil, a pesquisa AtlasIntel que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliando vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno, após a divulgação de áudios em que o parlamentar pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
🔎 Em abril, antes dos áudios, Flávio tinha 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% de Lula. Agora, o petista aparece com 48,9%, enquanto o senador caiu para 41,8%.
O episódio amplia a cautela dos investidores ao levantar dúvidas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Lula. Com isso, cresce a percepção de continuidade do atual governo, o que afeta as expectativas sobre as contas públicas e pode mexer com o dólar e a bolsa.
▶️ Ainda durante a manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que deve ser dominada por um único assunto: o escândalo do Banco Master.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,37%;
Acumulado do mês: +0,93%;
Acumulado do ano: -8,94%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,17%;
Acumulado do mês: -5,52%;
Acumulado do ano: +9,84%.
Proposta de paz segue em impasse no Oriente Médio
▶️ A guerra entre EUA, Israel e Irã segue em clima de tensão, mas com negociações em andamento. O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que suspendeu um novo ataque ao Irã após pedidos de aliados como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, que acreditam em um possível acordo de paz.
🔎 Mesmo com a pausa, Trump disse que os militares americanos continuam prontos para atacar caso as negociações fracassem. O principal impasse envolve o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial.
O Irã respondeu dizendo que suas forças estão em “alerta máximo” e prometeu reação rápida e forte a qualquer nova ofensiva dos EUA. (Veja o que cada lado exige para o fim da guerra no Oriente Médio)
Nos Estados Unidos, a guerra vem desgastando politicamente Trump. Pesquisas recentes mostram um aumento da rejeição popular ao conflito e queda na aprovação do presidente, principalmente por causa dos impactos econômicos e do medo de uma escalada militar maior.
Mercados globais
Em Wall Street, os mercados indicam que as bolsas dos EUA devem abrir em baixa nesta terça-feira, com investidores preocupados com a queda das ações de tecnologia, o aumento dos juros dos títulos públicos americanos e as tensões no Oriente Médio.
Por volta das 9h54, Dow Jones caía 0,18%, S&P 500 recuava 0,34% e Nasdaq perdia 0,62%.
Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong fecharam em alta, puxadas por ações de tecnologia e semicondutores, com investidores otimistas sobre empresas ligadas à inteligência artificial.
O índice de Xangai subiu 0,92%, aos 4.169 pontos, o CSI300 avançou 0,40%, aos 4.852 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,48%, aos 25.797 pontos.
O mercado asiático também reagiu às tensões no Oriente Médio e à fala de Donald Trump sobre o adiamento de um ataque ao Irã. No restante da Ásia, por exemplo, o Nikkei caiu 0,44% no Japão, enquanto Singapura e Austrália registraram altas de 1,51% e 1,17%, respectivamente.
China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais
Jornal Nacional/ Reprodução