Campanha nacional coleta DNA de familiares de pessoas desaparecidas; veja como participar

  • 24/08/2026
(Foto: Reprodução)
Campanha nacional de DNA busca identificar pessoas desaparecidas Encontrar uma pessoa desaparecida pode depender de uma informação que ainda não chegou. Em alguns casos, o DNA pode ajudar a fazer essa ligação. 🧬 Com esse objetivo, começa, nesta segunda-feira (24), a Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação vai até sexta-feira (28) e conta com 334 pontos de coleta preparados em todo o país. A 4ª edição da campanha é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). ➡ Saiba como participar e onde estão os pontos de coleta ao longo da reportagem. Somente em 2025, mais de 84 mil pessoas desapareceram no Brasil, segundo dados enviados pelos estados e pelo Distrito Federal ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). No DF, segundo a Polícia Civil, foram registrados 2.181 desaparecimentos em 2025. Desse total, 2.121 pessoas foram localizadas – equivalente a 97,2%. LEIA TAMBÉM: Registro de pessoas desaparecidas volta a subir e atinge recorde no Brasil em 2025 O que acontece após a coleta 🧬 Instituto de Pesquisa de DNA Forense do DF Divulgação O material genético dos familiares é incluído em bancos de perfis genéticos e cruzado com perfis de pessoas encontradas sem identificação. Depois, é feita uma comparação por meio de softwares estatísticos que procuram possíveis compatibilidades genéticas. Entre os casos que podem ser identificados estão os de pessoas encontradas vivas – como alguém que perdeu a memória e está internado sem identificação – e os de pessoas mortas, como cadáveres e ossadas que não tiveram as identidades determinadas. Segundo a diretora-adjunta do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), Marinã do Amaral, o banco funciona de forma cumulativa: os perfis cadastrados continuam sendo comparados com novos registros que entram no sistema. “Quanto maior o número de perfis de familiares cadastrados no banco de dados, maior a chance de, quando a gente encontrar uma pessoa não identificada, conseguir fazer esse match”, afirma Marinã. O perfil genético do familiar é utilizado exclusivamente para a identificação da pessoa desaparecida. Depois que a identidade é confirmada, os dados são retirados do banco de dados. Quem já participou de campanhas anteriores ou fez coleta de DNA em outro momento para fins de identificação de desaparecidos não precisa repetir o procedimento. Os dados permanecem armazenados e continuam sendo comparados com novos perfis. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Quem pode doar A recomendação é que familiares diretos da pessoa desaparecida façam a coleta. A prioridade é: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos da pessoa desaparecida, preferencialmente acompanhados do outro genitor; irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Na ausência desses parentes, outros familiares podem ser avaliados individualmente pelos especialistas. 🔍 Segundo Marinã, a presença de determinados familiares pode aumentar a eficácia da comparação genética. No caso de filhos da pessoa desaparecida, por exemplo, é interessante que eles estejam acompanhados do outro genitor para auxiliar no confronto genético. Menores de idade também podem participar, desde que acompanhados e autorizados por um responsável legal. ➡ A coleta é feita com um cotonete ou uma pequena esponja passada na parte interna da bochecha. Em alguns casos, pode ser utilizada uma gota de sangue do dedo. Não é necessário estar em jejum. Onde fazer a coleta de DNA No Distrito Federal, o procedimento será realizado no Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), no Complexo da Polícia Civil, entre 24 e 28 de agosto, das 8h às 18h. Diferentemente de outros pontos de coleta, no DF, o atendimento ocorre preferencialmente mediante agendamento pelas delegacias. Antes da coleta, é necessário que exista um Boletim de Ocorrência registrado sobre o desaparecimento. A delegacia encaminha o familiar ao instituto por meio de um memorando. “A gente não consegue fazer esse cadastramento aqui no Instituto de DNA se nunca foi registrada ocorrência formal desse desaparecimento”, explica Marinã. Após o agendamento, para fazer a coleta, o familiar deve levar: documento de identificação; memorando de encaminhamento fornecido pela delegacia; documento da pessoa desaparecida, se houver; número ou cópia do Boletim de Ocorrência, se disponível. Se o desaparecimento foi registrado em outro estado, mas o familiar mora no DF, também é possível fazer a coleta. Nesse caso, o IPDNA recomenda levar uma cópia do BO para agilizar o atendimento. Dúvidas de moradores da capital podem ser tiradas pelos seguintes canais: Telefones: (61) 3207-4362 e (61) 3207-4370 WhatsApp: (61) 98253-8016 E-mail: ipdnadesaparecidos@pcdf.df.gov.br ➡ Nos demais estados, os familiares devem procurar o ponto de coleta indicado na lista oficial do Ministério da Justiça. Para consultar os pontos de coleta, acesse a lista oficial do Ministério da Justiça. Coletas no DF Nas campanhas anteriores, o Distrito Federal registrou: 2024: 74 familiares fizeram coleta relacionada a 45 pessoas desaparecidas; 2025: 54 familiares fizeram coleta relacionada a 42 pessoas desaparecidas. ➡ ➡O número de familiares pode ser maior que o de desaparecidos porque mais de um parente pode fornecer material genético para ajudar na identificação de uma mesma pessoa. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/08/24/campanha-nacional-coleta-dna-de-familiares-de-pessoas-desaparecidas-veja-como-participar.ghtml


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