Bebê de 6 meses embarca com os pais para ver jogo do Brasil nos EUA e manter tradição da família
20/06/2026
(Foto: Reprodução) A família desembarca nos Estados Unidos no dia que Helena completa seis meses de vida
Arquivo pessoal
Estar em um estádio lotado, cercado por milhares de pessoas cantando e celebrando a paixão pelo futebol, não era novidade para o palmeirense Matheus Fernandes, de 38 anos, morador de Uberlândia. Mas foi em 2014, quando viveu a atmosfera da Copa do Mundo realizada no Brasil ao lado do irmão, que decidiu criar uma tradição para a vida toda.
"Eu sempre fui fanático por futebol, mas a partir do momento que eu vivi a primeira Copa, o maior evento 'futebolístico' que existe, me marcou muito. Em 2014, quando acabou, falei: ‘já vou começar a juntar dinheiro pra ir pra Rússia’. Fiz contas, vi quanto precisava investir por mês e me preparei", contou ao g1.
Ao longo dos últimos 12 anos, foram três viagens para Copas e a quarta acabou de acontecer! E a tradição não apenas se manteve, como se tornou parte de memórias marcantes na de vida de Matheus, tornando-se algo maior do que um “simples” campeonato mundial de futebol.
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A primeira Copa, em 2014, ao lado do irmão, quando Matheus decidiu criar a tradição
Arquivo pessoal
O engenheiro enfrentou aventuras e desafios durante a Copa da Rússia, pediu a então namorada em casamento durante a viagem ao Catar e, agora, em 2026, embarcou na última sexta-feira (19) rumo aos Estados Unidos casado e pai de Helena.
“A primeira, no nosso país, foi o ineditismo. Na Rússia, foi muito perrengue por causa das cidades distantes. Depois, no Catar, foi tudo maravilhoso, a receptividade e a preparação do país marcaram muito. E a expectativa para esta Copa é que o nosso país ganhe, né?”, comparou as experiências vividas nas três edições anteriores.
Cada Copa, uma nova história
Depois de viver uma Copa “em casa”, a edição da Rússia, em 2018, colocou à prova a tradição de Matheus. Ao longo dos quatro anos que separaram os torneios, o engenheiro se preparou financeira e logisticamente para acompanhar os jogos no maior país em extensão territorial do mundo.
“Eu entrei no site da Fifa, estudei as cidades e a logística, fiz até um curso de russo por uns três meses para aprender a falar ‘bom dia’, ‘obrigado’ e perguntar onde é o metrô. Aprendi o básico para me ajudar na viagem”, relembra.
O engenheiro até estudou russo para ir à edição de 2018, na Rússia
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O hexa, mais uma vez, não aconteceu, mas isso não diminuiu a empolgação para a edição seguinte. Foi nesse intervalo entre uma Copa e outra que Matheus encontrou o amor.
Gabrielle embarcou para a Europa com o engenheiro em 2022 e, antes mesmo de chegarem ao Catar para acompanhar à Copa, o pedido de casamento aconteceu em Amsterdã.
“A gente fez uma escala na Europa por alguns dias e foi nessa oportunidade que pedi a Gabi em casamento. E aí fomos para a Copa já noivos. Foi muito legal porque era a primeira dela. Teve jogo do Brasil, muita festa, então ficou muito marcado pra gente.”
Naquele ano, apesar da experiência memorável, a Seleção Brasileira não passou das quartas de final e foi eliminada pela Croácia nos pênaltis. Mas a relação dos recém-noivos avançou por todas as fases e chegou ao seu ápice em 2024, quando Gabrielle e Matheus se casaram.
Desde então, os planos passaram a ser construídos em conjunto e o casal decidiu que iria aos Estados Unidos acompanhar a Copa de 2026. Até que, em 20 de dezembro de 2025, nasceu Helena.
Se nas edições anteriores o desafio era economizar dinheiro e organizar roteiros entre cidades e países, desta vez a preparação inclui uma nova preocupação: viajar com uma bebê de seis meses.
“Se alguém me dissesse lá em 2014 que em 2026 eu estaria levando nossa filha para uma Copa, eu não acreditaria. Tem gente que se assusta, mas a gente se preparou para isso, consultamos médicos e seguimos recomendações. Priorizamos as partidas que vão acontecer em estádios cobertos para garantir mais conforto térmico para ela. Claro que existe uma expectativa, mas estamos muito animados”, detalhou.
Matheus já viveu três Copas e embarcou para a quarta acompanhado da esposa e filha
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O amor pelo futebol fez nascer a tradição, mas foram as conquistas ao longo dos anos que deram mais sentido às experiências vividas por Matheus nas Copas do Mundo. Para ficar melhor, só falta a oportunidade de presenciar — em família — a tão sonhada conquista do hexa.
“Aqui em casa é assim: eu gosto de futebol e a Gabi ama viajar. Então, se a gente tiver condições, vamos levar a Helena e nossos futuros filhos para as Copas. A gente realmente quer que a tradição continue, agora como uma tradição familiar. Nessa, a maior expectativa é que o Brasil ganhe. E se a primeira Copa da Helena for a Copa do Hexa, vai ser uma história muito bonita de contar.”, finalizou.
Registros de Matheus nas Copas de 2014, 2018 e 2022
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Desde então, os planos passaram a ser construídos em conjuntoe. O