Amigo de infância de médico morto a tiros por outro médico, prefeito de Rafard diz que vítima tinha ‘coração imenso’
18/01/2026
(Foto: Reprodução) Luis Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, foi morto a tiros por outro médico em frente a um restaurante em Barueri, nesta sexta-feira (16).
Arquivo pessoal
Amigo de infância do médico cardiologista Luis Roberto Pellegrini Gomes, morto após ser baleado por outro médico em frente a um restaurante de luxo em Barueri, o prefeito de Rafard (SP), Fábio Santos, lamentou a morte da vítima e o descreveu como uma pessoa "querida", "carinhosa" e com "coração imenso".
Segundo Fábio, que afirma ter crescido com Luis Roberto na cidade, a notícia da morte chocou a população.
“A gente foi pego de surpresa com essa triste notícia, com esse crime bárbaro do nosso grande amigo, carinhosamente conhecido como Robertinho”, disse.
O corpo do cardiologista, de 43 anos, foi enterrado no Velório Municipal de Rafard (SP), neste domingo (18). Ele estava com o também médico Vinicius Dos Santos Oliveira, de 35 anos, quando ambos foram atingidos na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, na noite de sexta-feira (16).
O autor dos disparos, Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, foi preso em flagrante. Em 2025, ele chegou a ser preso por racismo e agressão contra funcionários de hotel de luxo em Aracaju, Sergipe, mas foi solto após pagar fiança.
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'Levava o nome de Rafard', diz prefeito
O prefeito conta que os dois estudaram juntos e conviviam desde a infância. “Estudamos juntos, jogamos bola juntos na escola. Uma pessoa que a gente tinha um carinho enorme”, afirmou.
Mesmo depois de formado e vivendo em São Paulo, Luis Roberto mantinha vínculos com a cidade e com a família, que continua em Rafard, segundo o prefeito.
“Toda vez que ele vinha visitar os pais, ele me ligava. Mesmo quando não vinha, ele perguntava como a cidade estava. Ele levava o nome de Rafard com ele, mesmo estando distante, trabalhando fora”, relatou Fábio.
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Brigas por contratos
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A Polícia Civil investiga se o assassinato dos dois médicos foi motivado por disputas de contratos na área da saúde com o autor dos disparos. Em entrevista à TV Globo, o delegado Andreas Schiffmann afirmou que Carlos e Luís Roberto eram donos de empresas do setor de gestão hospitalar e já vinham se desentendendo havia algum tempo por causa de contratos de licitação. Vinicius era funcionário de Luís.
Segundo Schiffmann, parentes contaram que a relação entre eles era marcada por atritos. "Os familiares relataram que já havia essa rixa e ameaças de ambas as partes. E eles se encontraram naquele restaurante e os ânimos se excederam", disse.
O caso ocorreu por volta das 22h. De acordo com a polícia, os três médicos se encontraram por acaso no restaurante em Alphaville, Barueri, na Grande São Paulo. Em determinado momento, os três se envolveram em uma discussão no interior do estabelecimento e uma equipe da Guarda Civil foi acionada. Uma câmera de segurança registrou a briga.
A situação, inicialmente, foi contida com a chegada dos agentes, que questionaram se Carlos estava armado, mas ele negou. Contudo, momentos depois, quando Luis Roberto e Vinicius saíram do estabelecimento, Carlos foi atrás deles, sacou uma pistola 9 mm que estava em uma maleta e os baleou.
Luis Roberto foi atingido por 8 tiros. Ele trabalhava em um hospital municipal de Barueri. Vinicius foi atingido por dois tiros e trabalhava em unidades de saúde de Cotia. Eles chegaram a ser socorridos, mas morreram no pronto-socorro.
De acordo com o boletim de ocorrência, Carlos Alberto foi preso em flagrante por homicídio e teve a prisão convertida para preventiva. A arma de fogo, cápsulas deflagradas, uma bolsa, documento diversos e R$ 16 mil foram apreendidos e serão periciados.
A polícia diz que Carlos Alberto tem registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas não tinha licença para andar armado. Pela legislação federal, quem é CAC não pode portar a arma para defesa pessoal - é necessário ter uma autorização separada e específica. A arma usada no crime era uma pistola.
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