Além da Fragata Tamandaré, Marinha vai incorporar outros navios de guerra construídos em SC; conheça
27/04/2026
(Foto: Reprodução) Fragata Tamandaré, a mais moderna do país, foi lançada ao mar
A Fragata Tamandaré (F200), incorporada na sexta-feira (24) pela Marinha do Brasil, foi a primeira de oito novas embarcações para reforçar a segurança na Amazônia. Ela integra o primeiro lote, com quatro navios de guerra, de um programa voltado à modernização da esquadra da Força.
Considerada a mais moderna embarcação da América Latina, outras três já estão em diferentes fases de construção em Itajaí, cidade portuária do Litoral Norte de Santa Catarina, e serão estratégicas para a proteção da área marítima conhecida como Amazônia Azul, sob jurisdição brasileira, e que ultrapassa 5,7 milhões de km².
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Com mão de obra nacional e transferência de tecnologia alemã, as unidades estão previstas no Programa Fragatas Classe Tamandaré, que tem como objetivo reforçar a segurança fluvial na Amazônia. A previsão é que essas quatro fragatas do primeiro lote estejam prontas até 2029.
Todas levam um nome diferente e passam por cinco etapas principais:
Primeiro corte de chapa: marca o começo da construção de um navio. Este evento é simbólico, pois representa a transição da fase de projeto e planejamento para a fase de fabricação.
Batimento de quilha: cerimônia que marca o início da montagem da embarcação, simbolizada pela união dos dois primeiros blocos do navio.
Lançamento ou batismo: Momento em que a madrinha batiza a fragata. O batismo segue a tradição de quebrar uma garrafa de champanhe no casco para boa sorte.
Provas de mar: estágio de avaliações técnicas em que o navio deixa o estaleiro com militares e civis a bordo. Essas provas buscam confirmar a robustez, a segurança e a confiabilidade do navio.
Mostra de Armamento: cerimônia que marca a incorporação oficial da fragata à Marinha do Brasil.
De acordo com a Marinha, a situação das quatro produções da primeira fase do Programa Fragatas Classe “Tamandaré” é a seguinte:
🛳️ Fragata F200 , a Tamandaré:
Primeiro corte de chapa: setembro de 2022.
Batimento de quilha: 24 de março de 2023;
Lançamento: 9 de agosto de 2024;
Provas de mar: agosto a dezembro 2025;
Mostra de Armamento: 24 de abril de 2026.
🛳️ Fragata F201, a Jerônimo de Albuquerque:
Primeiro corte de chapa: novembro de 2023;
Batimento de quilha: 6 de junho de 2024;
Lançamento: 8 de agosto de 2025;
Provas de mar: Previstas para segundo semestre de 2026;
Mostra de armamento: prevista para 2027.
🛳️ Fragata F202, a Cunha Moreira:
Primeiro corte de chapa: 28 de novembro de 2024;
Batimento de quilha: 5 junho de 2025;
Lançamento: previsto para 17 de junho de 2026;
Provas de mar: previsão não informada.
Mostra de armamento: prevista para fevereiro de 2028.
🛳️ Fragata F203, a Mariz e Barros:
Primeiro corte de chapa: 9 de janeiro de 2026;
Batimento de quilha: previsto para outubro de 2026;
Lançamento: previsto para Novembro de 2027;
Provas de mar: previsão não informada.
Mostra de armamento: previsto para 2029.
Infográfico: estaleiro em Santa Catarina abriga construção dos navios da Marinha brasileira
Arte/g1
Expansão vai continuar
Segundo a Marinha, um Memorando de Entendimento para a construção de um segundo lote de quatro Fragatas da Classe “Tamandaré” foi assinado na sexta-feira, durante a cerimônia de incorporação da Fragata Tamandaré (F200).
A iniciativa estabelece as bases para a continuidade e expansão do Programa Fragatas Classe “Tamandaré” (PFCT), fortalecendo as capacidades operacionais da Marinha do Brasil (MB) e a Base Industrial de Defesa do País (BID).
Fragata Tamandaré
Divulgação/Marinha do Brasil
💥 Poder de fogo
Com uma tripulação de 143 militares, a fragata reúne um conjunto avançado de sensores e sistemas embarcados voltados à vigilância, ao controle do espaço marítimo e à condução de operações navais.
O navio é equipado com radar de vigilância aérea e de superfície, sonar de casco e sistemas eletro-ópticos e infravermelhos, que ampliam a capacidade de detecção e acompanhamento de ameaças em diferentes ambientes operacionais.
A arquitetura segue padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), permitindo interoperabilidade com meios de outras forças. O projeto também incorpora elementos stealth que reduzem a assinatura radar (capacidade, dentre outras coisas, de detecção do navio), aumentando a eficácia em missões táticas.
A Tamandaré foi projetada para atuar simultaneamente em diferentes cenários de combate:
Raio-x da Fragata Tamandaré (F200)
Arte/g1
Mísseis antinavio, para ataques contra embarcações
Mísseis antiaéreos de lançamento vertical, para defesa contra aeronaves
Torpedos, voltados ao combate submarino
Canhão de 76 mm de tiro rápido
Metralhadoras 12,7 mm
Sistemas de autoproteção antimíssil
"É absolutamente imprescindível que se tenha a capacidade de monitoramento e a proteção dos recursos que essa área abriga, recursos voltados para a energia, alimentos, minerais, terras raras... E não podemos entender que isso não é objeto de cobiça de terceiros", disse o comandante da Marinha do Brasil, Marcos Sampaio Olsen.
A segurança será não somente no controle da criminalidade, mas também de controle da soberania nacional, sobretudo pela vigilância das chamadas terras raras.
Fragata Tamandaré vista de cima
Divulgação/Marinha do Brasil
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